domingo, 11 de agosto de 2013

Vestida de preto

 Sinto sensações gélidas assim que a brisa toca meu corpo... Sinto as vibrações da música no meu rosto... (É por isso que não consigo deixar meus olhos fechados...) Sinto a presença dentro do meu corpo, uma dor urticante para as presenças más, mas que acabam se diluindo pela persistência da mesma... Uma paz, misturada com prazer, para as boas presenças.  Sinto meu oxigênio acabar, minhas pernas bambeiam, meu coração se acelera, meus olhos se enchem de lágrima, uma leve dormência na parte superior da cabeça apresenta-se como enxaqueca.
 Conclusões podem ser tomadas perante isso, mas as respostas estão muito bem escondidas! Será que você sabe do que eu estou falando? Não estou falando só de mim. Não estou. Resolva-se sozinho(a), porque eu estou muito bem resolvida! Principalmente agora. :) Tudo bem. Sei que sempre foi curioso, que escondia-se atrás de seu escudo entalhado a mão. Sei que pareço traiçoeira falando assim, mas não precisa se esconder de mim.  Estou falando daquilo que falou de mim hoje a tarde... Sabe? Aquela parte em que referia-se a mim como uma bonequinha de porcelana... Disse que eu não era uma boneca de porcelana tradicional. Usava um vestido preto, meio dark...
Como se o fim de tudo isso, estivesse inconscientemente chegando ao fim. Como se o que eu sou, não importasse. Serei como me julga ser de qualquer jeito.
 Sinto que meu corpo já não é o mesmo. Sinto que minha alma já não é a mesma.  Qual é o princípio das sensações? Porque elas acabam? Porque tudo isso existe? Porque a mutação é algo indomável, o desprezo é algo sempre presente. Mas o importante é que saibamos o que fazer. Sempre. Apesar de nunca sabermos o que estamos causando no nosso futuro... Somente a plena certeza que um dia tudo acaba, pausadamente... E é estranho pensar que vivemos tanto, pra no fim, termos vivido pra outras pessoas mais do que tudo, não pra nós mesmos. O meio da vida é a parte mais emocionante... né? :) Enjoy it then!

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